Temporary Palace

MAAT, Lisboa, 2019



Performance de Alice Joana Gonçalves
Sound design: Manuel Guimarães

Apresentada no Open Weekend - 3.º Aniversário MAAT




The foxes


Teatro Ibérico, Lisboa , 2018



Performance by : Alive Joana Gonçalves (http://www.alicejoana.com/)

Performers: Xana Novais ; Alice Joana Gonçalves

Light design: Alice Joana Gonçalves

Sound Design: Manuel Guimarães

Camera: Vítor Hugo Costa

Teaser: Manuel Guimarães

Production: CSM

Artistic Residency: Inestética Associação Cultural








Sombras do Tempo


Casa do Artista, Lamego, 2018

PT

DEPOSITO DE UMA NATUREZA ACTIVA.

Instalação sonora em 6 vias de SOMBRAS DO TEMPO com o artista João Pedro Fonseca.

23 Dezembro ; 18.30 - até 15. Fev 2018. - CASA DO ARTISTA, Lamego, Portugal

Há uma desconfiança que nos perturba: toda a natureza é natureza morta. Sob o inebriamento das luzes da ciência moderna e do seu racionalismo universal, fomos adormecidos num sonho em que, por princípio, todo o Mundo é governado por leis imutáveis que apreendem a natureza como uma matriz de fenómenos transparentes e previsíveis. Emancipado pela técnica, é o Homem que inventa a natureza e se assume como o mestre desse gigantesco depósito, o depósito de uma natureza passiva e morta, transformada num mecanismo que, uma vez programado, continua controladamente a seguir as regras inscritas no programa de uma engenharia absoluta. É esse programa que lhe sacia as necessidades e assegura o progresso que colonizará todos os domínios do mundo natural e das suas imprevisibilidades. Do alto do seu império, o Homem não é apenas piloto e mestre, é também um contemplador: o espectador que observa, com uma distância segura, o cenário prodigioso desse depósito natural, continuamente arranjado, preparado, montado e artificializado para o satisfazer.

Apenas recentemente teremos começado a acordar desse sonho. Quando o impacto humano sobre a Terra é maior do que qualquer outro, pressente-se, enfim, que até o Homem faz parte desse depósito e que o acelerador do seu progresso é também o do seu declínio. A virtude do novo olhar é inseparável do desassossego que o aflige: o depósito rico, e até então silencioso, – a natureza como eterna alteridade da cultura humana – deixa de ser o pano de fundo, o meio envolvente, a figura distante. O que foi dado como seguro é, afinal, instável e, cada vez mais, indecifrável. Como consequência, o momento em que as preocupações ecológicas alertam para a frágil sustentabilidade do mundo natural é também o momento em que a sua dimensão de força maior e activa se torna evidente.

Através de três peças que constituem três momentos distintos, mas relacionados, de problematização destas tensões, “Depósito de uma Natureza Activa” surge como um laboratório livre no qual se joga a possibilidade de se reiniciar a ideia de natureza à luz das mutações presentes: pensar uma natureza activa implica pensá-la a partir da sua face irascível e selvagem, implica, no limite, pensá-la como qualquer coisa que, mesmo que já tenha sido lançada na vertigem do seu apocalipse, continua desgovernada a irromper sob as pegadas do Homem, indiferente aos seus crimes ou às suas esperanças, surda perante os seus cantos ou as suas preces.


Produção & criação: João Pedro Fonseca
Produção executiva:Afonso Lima, António Cardoso e João Pedro Fonseca
Coprodução: ZigurArtists
Sonoplastia das outras peças: Mr. Herbert Quain e I, Alexander
Textos: Manuel Bogalheiro e António Cardoso
Montagem: João Pedro Fonseca e Paulo Fonseca
Comunicação: António Cardoso
Apoio institucional: Câmara Municipal de Lamego







Edição discográfica pela ZABRA records:


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Appleton Square, Lisboa, 2017

PT
de
João Cristóvão Leitão
João Pedro Fonseca
2017

Sound design: Manuel Guimarães

Inserido no programa Temps d’Image
Exposta na galeria Appleton Square, Lisboa
peça audiovisual interactiva
2017

O fenómeno da replicação da imagem tem vindo a crescer com a evolução das tecnologias e, em paralelo, com as “selfies”, as redes sociais e os “live-streamings”. a obsessão excessiva pela nossa própria imagem amplifica-se. Procuramos nestes registos um reflexo do invisível, reflexo este que só pertence a uma idealização do eu: às ficções concebidas pelo nosso olhar – projectado sobre nós mesmos -, que nos objectifica, que nos faz correr atrás de um imaginário distante e que é um fenómeno fruto de uma relação espontânea com o meio social. A instalação “( )3″ surge, assim, não enquanto um espaço ou um lugar onde todas estas ficções inevitáveis, aceleradas e descartáveis se podem multiplicar, expandir e dissolver, mas sim enquanto uma paisagem imersiva e imaginária, que se quer infinita e dilatada , e através da qual o espectador é obrigado a confrontar-se com uma imagem de si próprio, que, por sua vez, o contempla. “( )3″ é a sombra interior do espectador; é a profundidade das coisas que estão por existir e que não têm lugar no mundo.

//

ENG
From
Joao Cristovão Leitão
João Pedro Fonseca
2017

Sound design: Manuel Guimarães

Inserted in the program Temps d'Image in the gallery Appleton Square, Lisbon
Interactive Audiovisual piece
2017

The phenomenon of image replication has been growing with the evolution of technologies and, in parallel, with "selfies", social networks and live-streamings. The excessive obsession with our own image is amplified. We seek in these registers a reflection of the invisible, a reflection that belongs only to an idealization of the self: to the fictions conceived by our gaze - projected upon ourselves - that objectifies us, which makes us run after a distant imaginary and which is a phenomenon the result of a spontaneous relationship with the social environment. The "(3)" installation thus appears not as a space or a place where all these inevitable, accelerated and disposable fictions can multiply, expand and dissolve, but rather as an immersive and imaginary landscape, which is wanted infinitely and extensively , and through which the spectator is forced to confront an image of himself, which in turn contemplates him. "(3) is the inner shadow of the beholder; it is the depth of things that are to exist and have no place in the world.




O SOM DO ESPAÇO: 5100-127


Cisterna do Castelo, Lamego, 2017

ENG

"5100-127" is an integral part of the project “O som do espaço" developed in the Artistic Residencies ZONA during the TRC Zigurfest 2017 Festival. This project was attended by 4 different sound artists, proposed to sound the historical sites of the city of Lamego during the festival period.
The spaces involved were the Castle (Aires), Cisterna (Manuel Guimarães), Lamego Museum (Jose Miguel Silva) and the Cloisters of the Cathedral (Daily Misconceptions).

This set of sound installations sought not to influence the layout and concept of spaces, it is intended before, to add a sound representation, creating through the sound a new space.

Lamego Reservoir: Located outside the Castle´s walls, has a distinct rectangular shape with high vaults, is seen as “one of the finest examples of reservoirs in a Portuguese Castle. In November 2013, the reservoir reopened after profound renovation and requalification works.

Sound columns were placed discreetly, taking advantage of the reverberation of the place. This created the idea of an enigmatic sound source, intending a submersion experience, where the person has the possibility of entering the trip. At the end of the cycle, you return to your starting point.

“The house and its contens, the confort and the exodus, the return and the departure. On the solid walls that constrict, the prodigal resounds and expands, flees and arrive again”
-Manuel Guimarães

Music, production and mastering by Manuel Guimarães
Poem and Portuguese guitar by Joana Raposo Gomes
Sound composition for two speakers and one subwoofer.
The composition was overdubed inside the cistern.
Length: 37´52´´